AEROGRAFIA - Voltar para o Site

(Parte do Trabalho de Conclusão do Curso de Design Industrial de Rodrigo Huelsmann)

A história do Aerógrafo

 

Há cerca de 35 mil anos, o homem Aurignaciano assoprou um pó avermelhado através da cavidade de um tubo nas paredes de sua caverna. Além deste, um dos exemplos mais antigos conhecidos (e uma imagem recorrente nas cavernas de Lascaux e Pech-Merle na França) é do desenho do contorno das mãos, também produzidos pelo sopro de ar dos homens de Cro-Magnon. Não se pode afirmar que a arte produzida através do sopro do ar teve uma continuidade desde então; sabe-se que o spray foi inventado no Japão por volta do século XVII, mas tivemos que esperar até o século XIX para que ele chegasse ao Ocidente (STEUER, 1990).

O gênio inventor por trás do aerógrafo foi Abner Peeler, no ano de 1879, em Iowa, EUA (http://www.andypenaluna.com/history/1879pages/1879inven.html). Ele vinha de uma família proprietária de uma joalheria e havia inventado um instrumento para pintar com tinta a base de água. Sua invenção nada mais era do que uma colher amassada, agulha de máquina de costura, uma flauta antiga, alguns metais e uma chave de fenda entortada, dispostos em alguns blocos de madeira. Após conectar a um compressor de ar, Peeler nomeou sua obra de “Distribuidor de Tinta”.

A invenção de Peeler seria o princípio de uma ferramenta muito útil, mas ainda precisava de um desenvolvimento maior para se tornar um instrumento digno de ingressar no mundo dos negócios.  Dispostos a investir na idéia, em 1882, Charles e Liberty Walkup pagaram a Peeler $700 pela patente do “Distribuidor de Tinta” e, mais tarde, outros $150 por protótipos atualizados.

Em três anos, os dois fundaram a “Companhia Manufaturada Aerógrafo” e seu crescimento foi significativo, com a exportação do produto para diversas partes do mundo. O modelo de aerógrafo que segue abaixo foi o primeiro a ser comercializado pela Companhia. 

1882 Model Paint Distributor(((

Figura 17 - Primeiro aerógrafo a ser comercializado

(Fonte: http://www.andypenaluna.com/history/1882.html)

 

 

Segundo Curtis e Hunt (1980), outro grande responsável pelo desenvolvimento do aerógrafo foi Charles L. Burdick que, em 1883, patenteou o invento na Inglaterra e fundou uma companhia manufaturada em Clerkewell Green, Londres. Burdick era americano e desenvolveu um modelo de aerógrafo nos Estados Unidos, um pouco antes de atravessar o Atlântico para fundar sua “Companhia Fountain Brush”.

Figura 18 – Charles L. Burdick

(fonte: www.andypenaluna.com/history/ 1893pages/1893burd.html)

 

Burdick era um homem versátil. Ele havia inventado sistemas umedecedores, máquinas de contagem e classificação de moedas e também uma máquina de dobrar cédulas de dinheiro, embora esta nunca tenha decolado. Dizem que ele criou um aerógrafo quando estava procurando uma maneira de aplicar uma tinta à base de água em cima de outra, sem que elas se misturassem. Ele era um artista de tintas aquarela e sua invenção deixara seus trabalhos ótimos (CURTIS & HUNT, 1980).

 

O aerógrafo de Burdick era um corpo central e uma agulha, por onde passava o fluído, e uma boina de ar – foi daí que surgiu, a princípio, as bases para o ar-comprimido dos sprays dos dias atuais. O modelo original desenvolvido pela companhia de Burdick era uma peça de engenharia surpreendentemente sofisticada e seu modelo de aerógrafo buscava ser mais leve que o dos Walkup e com um formato mais parecido com uma caneta (Figura -19).

Tinha uma agulha por onde se passava o fluído com um orifício de 0.18mm, feito de platina, e um copo onde se colocava o fluído e que servia, na verdade, como o corpo do instrumento. Por pouco ele não é idêntico aos aerógrafos modernos de hoje. A mangueira para fornecimento de ar era lisa e assim continuou até a década de 20, quando os modelos de mangueira em parafuso começaram a ser usados.

Burdicks original patentAndy Dismantles the 1896 Airbrush

 

Figura 19 - Aerógrafo de Burdick

(Fonte: www.andypenaluna.com/history/ 1893pages/1893prod.html)

Outro precursor foi Jean A. Paasche (Figura 20), que apresentou um modelo de aerógrafo único. Extraordinária o bastante, a ferramenta ainda é amplamente considerada especial por pertencer à sua classe única para trabalhos extremamente finos. O “turbo-driven” (Figura 21) é um produto original Paasche e é disputável até com os mais avançados aerógrafos da atualidade. A turbina de ar, que opera a uma velocidade de 20 mil rpm, pode trabalhar com uma precisa quantidade de cor e que pode ser aplicada muito lentamente.

 

Jens Paasche

 

 

 

                                                                        

 

 

 

 

Figura 20 - Jean A. Paasche

(Fonte: www.andypenaluna.com/ history/19cpages/paas.html)

 

 

The Paasche Turbo original patent and an early version

Figura 21 - Aerógrafo Turbo-Driven

(Fonte: www.andypenaluna.com/ history/19cpages/paas.html)

 

Em 1920, Paasche desenvolveu outro modelo de aerógrafo – o air eraser. Além de cor, ele pulveriza um fino pó abrasivo, freqüentemente óxido de alumínio, para apagar erros feitos com as cores ou causticar. Pode ser usado para limpar partes delicadas de jóias e instrumentos, esculpir e, inclusive, realçar estampas litografadas.

Então, a partir de 1920, muitos dos aerógrafos produzidos naquela época ainda estão no mercado; apenas pequenas modificações foram feitas com o modelo de abastecimento por gravidade nos anos 60 (http://experimentalworkshop.com/tm_capitulo_dos_antescedentes.html, acessado em 13/04/2006).

Para produzir a tecnologia de sucção de abastecimento do aerógrafo, foi necessário unir duas invenções. Um foi o modelo de Burdick, por centralizar a agulha e o corpo por onde o fluído passaria; o outro foi a invenção do Dr. Alan DeVilbiss.

Ele era um otorrinolaringologista de Toledo, Ohio, e estava procurando por um método mais satisfatório do que as hastes flexíveis utilizadas para limpar cavidades, aplicar medicamentos ou colher material de seus pacientes para exames.  Para esta proposta, ele desenvolveu um modelo de ar-comprimido com uma espécie de copo, uma bola de borracha e alguns pedaços de tubo; o invento se tornou um sucesso tão grande que ele formou uma companhia dois anos depois, em 1890.

Perfumes e outros sprays seguiram esse modelo e a Companhia The DeVilbiss uniu-se, em 1931, com a Aerograph Company, de Burdick. DeVilbiss e Burdick eram amigos, então, quando Burdick decidiu retornar para sua nativa América, ele ficou feliz em vender sua companhia para alguém que ele conhecia, alguém que estava pronto para ser seu subsidiário inglês. A maioria dos aerógrafos de hoje são baseados nos trabalhos de DeVilbiss e Burdick.

 

4.2 Tipos de aerógrafo

 

Há dois tipos de aerógrafos: o de ação simples e o de dupla ação. Cada um funciona de maneira distinta, porém, todos necessitam de uma fonte ar, que é o compressor de ar. Ligado a uma mangueira até o compressor, o aerógrafo é alimentado com ar e tinta. Todos possuem um reservatório de tinta, podendo ser fixo ou móvel, de variados tamanhos, que podem ser por gravidade (caneco para cima, figura 22) ou por sucção (caneco para baixo, figura 23).

                          

Figura 22 - Copo por gravidade                              Figura 23 - Copo por sucção

 (Fonte: http://www.aerografiaonline.com/)               (Fonte: http://www.aerografiaonline.com/)

O aerógrafo de ação simples ainda pode ser dividido em dois modelos: o de mistura externa, onde o ar e a tinta se misturam na parte externa do corpo do aerógrafo (Figura 24), e o de mistura interna, onde ar e tinta misturam-se no interior do corpo do aerógrafo (Figura 24). Os aerógrafos de ação simples, ao apertar o gatilho, soltam apenas um tipo de jato de tinta e não possibilitam variações da espessura. Por esse motivo, são indicados para preenchimentos de fundo, fazendo degrade. É um modelo indicado para iniciantes ou para trabalhos menos detalhados.

 

Figura 24 - Modelos de mistura

(Fonte: www.aerografia.com)

 

O aerógrafo de dupla-ação possibilita a saída de ar (ao pressionar o gatilho) e de tinta (ao trazer o gatilho para traz, figura 25). Isso possibilita regular a espessura do traço desejado, podendo realizar trabalhos mais bem acabados. No entanto, o uso desse modelo requer mais prática.

 

Figura 25 – Aerógrafo de dupla-ação

(Fonte: www.aerografia.com)

 

4.3 Estado do design

 

Existe no mercado uma variedade de produtos na linha de aerografia, que visa atender as necessidades e melhorar o desempenho dos trabalhos de artistas que usam o aerógrafo como profissão ou como hobby. Segue, abaixo, alguns modelos de aerógrafos comercializados.

 

Modelo 350 Badger - Aerógrafo com ação simples, mistura o ar e a tinta na parte externa do corpo, possui o corpo em nylon e é um ótimo modelo para quem o utiliza como hobby ou aprendizes.

 

 

 

Figura 26 - Aerógrafo de ação simples

(Fonte: http://www.kalfakis.gr/)

 

 

Modelo 200 Badger - Aerógrafo de dupla ação com mistura interna, corpo em metal, em que a tinta é colocada no recipiente em cima do corpo. Modelo de abastecimento por gravidade.

 

Figura 27 - Aerógrafo Badger 200

(Fonte: www.badgerairbrush.com)

 

Modelo 155 Badger - Aerógrafo de dupla-ação com o copo por sucção. Possui o corpo de metal, sendo confortável. Tem também dois modelos de agulhas, que podem ser trocadas.         

Figura 28 - Aerógrafo Badger 155

(Fonte: www.badgerairbrush.com)

 

 

Modelo AB Paasche – Para uso profissional, ele é mais utilizado para ilustradores na área publicitária e médica, para retoques fotográficos, onde são necessárias linhas muito finas e precisas. Modelo de dupla-ação, com corpo metálico e acabamento em borracha.

  

   airbrushes

Figura 29- Aerógrafo Paasche turbo driven

( Fonte: http://www.paascheairbrush.com)

 

Modelo VLSTPRO Paasche – Modelo de dupla-ação com mistura interna, corpo metálico e acabamento em polímero. É um modelo avançado do VL Paasche, recomendado para uso profissional.

Figura 30 - Aerógrafo Paasche

Paasche Airbrush (Fonte: http://www.paascheairbrush.com)

 

Aerógrafo Colani - Modelo desenhado pelo designer Luigi Colani. Trata-se de um modelo único, com um design inovador, altamente tecnológico e ergonômico. Suas formas se ajustam à mão do usuário, proporcionando maior controle e conforto. Corpo em metal e polímero.

Aerógrafo Colani

Figura 31 – Aerógrafo Colani

(Fonte: http://www.harder-airbrush.de/EN/products/airbrushes/colani)

 

 

4.4 Linha do tempo – Aerografia

 

35000 a.C. - Cavernas de Lascaux e Pech-Merle na França: o homem de Cro-Magnon produz desenhos do contorno das mãos com um pó avermelhado soprado através de um tubo.

 

Cavernas de Lascaux e Pech-Merle

 

 

                                                 

 

 

 

Figura 32 - Cavernas de Lascaux e Pech-Merle

(Fonte: http://www.assis.unesp.br/egalhard/humanev2b.htm)

 

Século XVII – Japão: É inventado o spray.

1879 – Iowa, EUA: Abner Peeler inventa o “Distribuidor de tinta”, que serviria como base para os aerógrafos modernos.

 

1879 Prototype Airbrush - painted by Andy Penaluna

Figura 33 - Distriduidor de tinta

(Fonte: http://www.andypenaluna.com/history/1879.html)

 

 

1882 – EUA: Charles e Liberty Walkup compram a patente do “Distribuidor de Tinta” de Peeler por $700. Mais tarde, eles pagariam outros $150 por protótipos atualizados.

Figura 34 - Patente do aerógrafo

(Fonte: http://www.andypenaluna.com/history/1882pages/1882rep.html)

 

 

1883 - Clerkewell Green, Londres: Charles L. Burdick patenteia seu novo modelo de aerógrafo (Figura 35) e funda a “Companhia Fountain Brush”.

An 1890's Charles Burdick airbrush.

Figura 35 – Aerógrafo Burdick

(Fonte: http://www.airbrushmuseum.com/airbrush_museum_05.htm)

 

 

1885 – EUA: Os Walkup montam a “Companhia Manufaturada Aerógrafo” e exportam o primeiro aerógrafo comercial (Figura 36) para várias partes do mundo.

The production model from 1885

Figura 36 - Primeiro aerógrafo comercial

(Fonte: http://www.andypenaluna.com/history/1882pages/1882rep.html)

 

1890 – Ohio, EUA: O otorrinolaringologista Alan DeVilbiss funda a “Companhia DeVilbiss”, fabricante de aerógrafos desenvolvidos por ele.

 

1904 – Londres: Jean A. Paasche desenvolve o “turbo-driven, modelo de aerógrafo excepcional, tanto se comparado aos modelos da época, quanto aos modelos existentes hoje.

One of the rarest of the early Paasche 'Turbo" airbrushes.   -   Airbrush history from The Airbrush Museum featuring Paasche, Wold, Walkup, Iwata, Aerograph, Badger,  and  more!

Figura 37 - Paasche turbo-driven

(Fonte: http://www.airbrushmuseum.com/airbrush_museum_02.htm)

 

1920 – Londres: O “air-eraser é desenvolvido por Paasche, utilizado para, entre outras funções, apagar erros cometidos nos trabalhos feitos com o aerógrafo.

 

1931 – Londres: A Companhia de DeVilbiss se junta com a de Burdick.

2004: A indústria de aerógrafos Paasche comemora seu 100º aniversário. Alguns modelos comercializados hoje são idênticos aos fabricados por Burdick, DeVilbiss e Paasche há um século.

4.5 Materiais envolvidos na técnica de Aerografia 

                                                                 

Para desenvolver bons trabalhos com o aerógrafo, se faz necessário o uso de diversas ferramentas auxiliares que facilitam e complementam as obras. Além do aerógrafo como instrumento, não pode faltar para um aerografista determinados materiais.

As fitas adesivas são imprescindíveis para realização de pinturas. Faz-se necessário para proteger as partes que não serão pintadas. Também auxiliam no prendimento de moldes ou stencil, além de possibilitarem a produção do efeito de algumas texturas. Existem fitas com larguras distintas de 2mm até 5 cm, sendo que as mais finas possibilitam fazer curvas e listras bem finas, como contornos ou faixas decorativas.         

 

 

 

 

                                                                                         

Figura 38 - Fitas adesivas

(Fonte: www.artefitas.com.br)

 

As pinturas mais detalhadas requerem um trabalho mais minucioso e, para isso, existem as máscaras, filmes adesivos ou líquidos (Figuras 39 e 40), que possibilitam isolar as áreas que não serão pintadas.

Alguns artistas utilizam ploter de recorte ou filmes transparentes para realizar o mesmo trabalho de mascaramento. Essas ferramentas podem ser com forte, médio e fraco contato, afixando com maior ou menor intensidade, dependendo do trabalho.

           

    Figura 39 - Máscara líquida                                Figura 40 - Papéis e películas adesivas

(Fonte: www.anay-fitas.com.br)                                     (Fonte: www.anay-fitas.com.br)

 

Estiletes e bisturis são ferramentas importantes para os recortes de moldes em desenhos detalhados e com um fino acabamento. Por se tratar de recorte manual, a prática é fundamental para obter cortes precisos e curvas bem definidas.  

 

                                                       

 Figura41-Estiletesebisturis                                                Figura 42 - Estiletes

(Fonte: www.aerografia.com)                     (Fonte: www.aceros-de-hispania.com/knives-cuttlery.htm)

 

       Réguas graduadas, esquadros, réguas metálicas, curvas francesas, réguas com círculos quadrados, letreiros com formas variadas: estas ferramentas podem ser muito úteis para os trabalhos com o aerógrafo. Elas são utilizadas nos rascunhos e para facilitar os recortes. Também podem servir como moldes para desenhos. A figura que segue mostra alguns dos diversos modelos encontrados no mercado.

Figura 43 - Réguas

(Fonte: http://www.acrimet.com.br/por/images/montagem_reguas.jpg)

Pincéis também auxiliam o trabalho do aerografista, podendo ser utilizados para fazer acabamentos, contornos, pontos de luz, para colocar tinta no copo do aerógrafo e para limpá-lo. Existe uma imensa variedade de pincéis, com cerdas longas e curtas ou com pêlos, que apresentam maior acabamento e durabilidade. Na figura que segue pode-se ver alguns dos modelos existentes no mercado.  

                           

Chato

Redondo

A - Chato Longo (Stroke)

J - Redondo Curto (Spotter)

B - Plano (Flat)

K - Redondo (Round)

C - Quadrado (Bright)

L - Redondo Longo (Liner)

D - Chato Curto (Short Bright)

M - Ponta Chata (Showcard)

E - Língua de gato (Filbert)

N - Chanfrado (Striper)

F - Chanfrado (Angular)

O - Pituá (Mop)

G - Leque (Fan)

P - Broxa / Batedor (Stencil)

H - Trincha (Paint Brush)

Q - Garfo (Pipe)

I - Trincha Longa (Spalter)

 

R - Pelenesa (Gilder’s Tip)

 

 

Figura 44 - Formatos de pincéis

(Fonte: http://www.emporiomichelangelo.com.br/pincel1.gif)

 

 

Outras ferramentas envolvidas na aerografia - comuns em diversas áreas do desenho e da pintura - são os lápis, canetas, borrachas, tesouras, etc. São ferramentas que ajudam no desenvolvimento dos trabalhos.

Os equipamentos de segurança são indispensáveis. As máscaras de proteção respiratória - podendo ser com filtros de carvão ativo ou máscaras simples (descartáveis­) – retém as pequenas partículas e gases das tintas, substâncias nocivas ao sistema respiratório. O uso de óculos e luvas também é indicado para quem manuseia tintas.

 Máscara descartável ideal para uso em pinturas a base de água.

 

 

              Figura 45 - Máscara descartável

(Fonte: www.seton.com.br/aanew/produtos/detalhe.asp?)

 

 

Máscara com filtro cambiável para pinturas a base de solventes.

 

 

 

 

                 Figura 46 - Máscara com filtro

(Fonte: www.duerto.com/images/ 16-P-RES/650.gif)

 

Máscara panorâmica com filtro, que protege os olhos do contato com o pó da tinta.

 

 

 

                 Figura 47 - Máscara panorâmica

 (Fonte: http://www.paginas.fe.up.pt/deqwww/images/es/mascara.JPG)

O aerógrafo não preenche grandes superfícies; para isso, utilizam-se as pistolas de pintura. Existem vários tipos de pistolas de alta, média e baixa pressão, dependendo da pressão do ar do compressor que se utiliza. Existem dois modelos de pistola: a de sucção - que possui o caneco para baixo (Figura 49) e a pistola por gravidade - com o caneco para cima (Figura 48). O uso da pistola de pintura na aerografia é necessário para preenchimentos de superfícies maiores, na aplicação de fundo (primer) ou na aplicação de verniz.

                                                                    

 Figura 48 - Pistola por gravidade                                                     Figura 49 - Pistola por sucção

(Fonte: http://www.catcoat.com/pistola_pintura.jpg)       (Fonte: www.revipostos.com.br/ imagens/pint3R.jpg)

 

 

Há ainda um componente vital para a aerografia: o compressor de ar. Existem diversos modelos compressores, desde os pequenos (utilizados para os aerógrafos) até os maiores (utilizados tanto para os aerógrafos quanto para as pistolas).

Também é recomendado o uso de um filtro de ar, um equipamento individual, que retira a umidade ou gotículas de água que se formam no interior do compressor de ar e sobem pela mangueira. Essa umidade pode danificar o trabalho feito com a aerografia.

 

O filtro de ar retira a água que sobe pela mangueira. É composto por um filtro de carvão ativo e fica entre o compressor e a pistola. Recomenda-se utilizá-lo próximo ao compressor, a uma distância de aproximadamente um metro.

 

 

Figura 50 - Filtro de ar.              

(Fonte: www.revipostos.com.br/ Pist_fil.htm)

  O compressor de ar direto é pouco eficiente para trabalhos com o aerógrafo, pelo fato de não ter regulagem da pressão da saída de ar. Este modelo não possui reservatório de ar.

 

 

 

 

 

 

Figura 51 - Compressor de ar direto

(Fonte: http://www.zaffa.com.br/motomil/jetmil.jpg)

         

 

 

Compressor de ar portátil com reservatório de ar. Modelo para pequenas pinturas.

              

 

 

       

                   Figura 52 - Compressor de ar portátil

( Fonte: http://www.imagemrio.com.br/imagens/CSATWISTER.jpg )

 

 

                                                 

 

 

      Compressor industrial com reservatório de ar. É ideal para pinturas maiores (exemplo carros, etc.).

 

 

 

                    Figura 53 - Compressor industrial

(Fonte: www.tcmmineracao.com.br/img/wayne.blue.png)

 

4.6 Aplicações da Aerografia

A aerografia possibilita realizar trabalhos dos mais variados. Nas figuras que se seguem, estão alguns exemplos do que se pode fazer com um aerógrafo. Cada tipo de superfície deve receber um tratamento adequado e tintas compatíveis para cada material:

    Capacetes                                Camisetas                                   Paredes

  

     Figura 54 - Capacete                                Figura 55 - Camiseta                        Figura 56 - Parede de loja

   (Fonte: Arquivo pessoal)                         (Fonte: Arquivo pessoal)                     (Fonte: Arquivo pessoal)

 

Das inúmeras possibilidades de aplicações da aerografia, uma muito comum é a pintura de capacetes. As camisetas e tecidos em geral também ganham personalidade com o uso do aerógrafo e são outras alternativas a serem trabalhadas.

 Paredes são superfícies que podem ser personalizadas com o uso do aerógrafo, independentemente se forem paredes externas ou internas. As pinturas em fachadas de estabelecimentos comerciais ou residenciais geram bom resultado estético e são campos bem explorados no ramo da aerografia.

 

                Pranchas                           Motos                                Painéis de madeira

             

        Figura 57 - Prancha                                 Figura 58 - Moto                       Figura 59 - Painel de madeira

     (Fonte: Arquivo pessoal)                     (Fonte: Arquivo pessoal)                    (Fonte: Arquivo pessoal)

 

 Não há limites para a aplicação da aerografia, desde que exista coerência da superfície o tipo de tinta a ser utilizado.

Pinturas em pranchas ou artigos esportivos, objetos pessoais, instrumentos musicais, painéis, motos e carros são outros exemplos das possibilidades de aplicação da aerografia.

 

                Celular                             Sobre a pele                          Maquiagem fúnebre  

                             

  Figura 60 - Celular                                        Figura 61 - Mulher                        Figura 62 - Cadáver sendo maquiado

(Fonte: www.aerografia.it)                  (Fonte: http://www.diariofrontera.com)      (Fonte: http://www.aerografia.com)

 

Alguns casos exigem que o acabamento seja ainda mais minucioso, como a maquiagem fúnebre, a personalização de celulares ou maquiagens provisórias, os retoques em fotos e a restauração de pinturas.

Para estes tipos de trabalho, o uso do aerógrafo é o mais recomendado, por permitir que o usuário realize acabamentos finos e com precisão. Essa é uma entre tantas peculiaridades do aerógrafo, o que justifica sua versatilidade.